Peça três orçamentos de criação de sites em Joinville na mesma semana, com o mesmo briefing, e as propostas vão variar dez vezes de valor. Uma em R$ 1.800, outra em R$ 7.000, a terceira em R$ 22.000. A reação natural é achar que alguém exagerou ou cortou caminho. Quase nunca é isso.
As três não estão vendendo a mesma coisa. Uma vende a montagem de um layout pronto. Outra vende um projeto com arquitetura de informação, redação e integração. A terceira vende software. Você comparou três produtos diferentes como se fossem o mesmo, porque orçamento de site é escrito num vocabulário que só quem produz site domina.
Este artigo é o tradutor: o que muda entre os tipos de projeto, o que entra e o que fica de fora, quais prazos são reais, e onde mora a armadilha mais cara, que é a titularidade do domínio, da hospedagem e do código.
Atalhos do Conteúdo
TogglePor que dois orçamentos de criação de sites em Joinville variam dez vezes
O preço é formado por três variáveis que o comprador raramente enxerga: quantas decisões o fornecedor vai tomar por você, quanto conteúdo original ele vai produzir e com quantos sistemas o site vai conversar.
Um site de R$ 1.800 parte de um tema pronto, usa o texto que você mandar por WhatsApp e não conversa com nada. Isso não é desonesto, é um escopo pequeno vendido pelo que ele é. O problema aparece quando você compra esse escopo achando que comprou o outro, com descoberta, arquitetura, redação de cada página, fotografia e integrações.
Aqui vai uma opinião que contraria a prática mais comum do mercado local: orçar site por número de páginas é o pior critério de precificação que existe. Uma página de “Quem somos” com três parágrafos e uma página de serviço que precisa ranquear, converter e responder objeção dão trabalhos diferentes e entram na tabela como “1 página” cada. Quem precifica por página trata toda página como preenchimento de gabarito. Prefira quem orça por escopo de decisão e de produção.
Os quatro tipos de projeto e o que cada um resolve
Antes de comparar valores, defina qual dos quatro projetos você precisa. Confundi-los é a origem da maior parte da frustração pós-entrega.
| Tipo de projeto | O que resolve | Escopo típico | Faixa de prazo | Quando não serve |
|---|---|---|---|---|
| Landing page | Converter tráfego de campanha em contato | 1 página, 1 oferta, formulário, redação de conversão, pixel e tags | 1 a 3 semanas | Quando é preciso ser encontrado por vários serviços |
| Site institucional | Sustentar reputação e converter quem já te conhece | 5 a 12 páginas, uma por serviço, blog, formulário, SEO de base | 4 a 8 semanas | Quando o produto precisa ser vendido e pago online |
| Site com catálogo | Mostrar a linha e receber pedido por contato | Institucional mais listagem filtrável, ficha de produto, painel | 6 a 12 semanas | Quando há estoque, frete e pagamento a controlar |
| E-commerce | Vender e receber pagamento sem intervenção humana | Catálogo mais carrinho, checkout, pagamento, frete, estoque, fiscal | 10 a 20 semanas | Quando o ticket é alto e a venda é consultiva |
O erro mais caro é comprar e-commerce quando a venda é consultiva. Indústria e serviço técnico têm ticket alto e proposta customizada, e um carrinho ali adiciona meses de projeto para um botão que quase ninguém aperta. O erro simétrico é comprar institucional quando o que se quer é rodar campanha: se a verba vai para anúncio e a meta é contato, a peça certa é uma landing page com método de conversão, não uma home bonita.
Prazo, aliás, quase nunca trava no fornecedor. Trava na aprovação de conteúdo do seu lado: um institucional de 6 semanas vira um de 5 meses porque o texto fica parado esperando revisão. Se o contrato não define prazo de resposta para você também, o prazo dele é ficção.
O que entra e o que não entra no orçamento
Se o orçamento não menciona o item, presuma que está fora e virá como extra depois.
Redação. O item mais omitido e o que mais atrasa projeto. Pergunte quem escreve o texto de cada página. Se a resposta for “o cliente envia”, some ao seu custo as horas internas de quem vai escrever.
Fotografia. Banco de imagem funciona para fundo e não funciona para prova. Serviço técnico e indústria que usam foto de banco perdem credibilidade exatamente onde precisavam ganhar. Ou o orçamento inclui um dia de produção, ou você prevê à parte.
Identidade visual. Site não conserta marca mal definida. Sem manual e paleta, o designer inventa no meio do projeto e a marca sai diferente em cada peça. Vale resolver antes, como explicamos em identidade visual para pequenas empresas.
Formulário, integrações e painel. Formulário que cai numa caixa que ninguém abre é lead perdido: pergunte para onde vai o registro e quem é notificado. Cada integração (e-mail marketing, WhatsApp, agenda, ERP) é escopo de desenvolvimento, não checkbox. E se quem vai publicar no blog é você, painel e treinamento gravado precisam estar no escopo.
Custos recorrentes. Hospedagem e domínio ficam fora do valor do projeto. Ordem de grandeza no Brasil: hospedagem compartilhada decente na casa de R$ 30 a R$ 120 por mês e domínio .com.br em torno de R$ 40 a R$ 50 por ano. Manutenção é contratada ou assumida internamente, e ignorá-la é o caminho curto para um site invadido.
Para enxergar o site dentro do custo total da operação, este raciocínio sobre quanto custa uma estrutura de marketing digital fecha a conta.
WordPress, construtor fechado ou código sob medida
A discussão costuma virar torcida. Não precisa ser: são três respostas para perguntas diferentes.
Construtor fechado (plataformas de assinatura com editor visual) entrega rápido e barato, com hospedagem embutida. Você paga com limitação: o site vive dentro da plataforma, exportar é difícil e SEO técnico avançado tem teto. Serve para negócio pequeno, poucas páginas, sem plano de conteúdo.
WordPress é o padrão para a maioria das PMEs por um motivo prático: você é dono dos arquivos e do banco, pode migrar de hospedagem e encontra profissional para manter em qualquer lugar. O custo é disciplina de manutenção. Serve quando existe blog, várias páginas de serviço e ambição de ranquear.
Código sob medida só se justifica com regra de negócio própria: área logada, cálculo, catálogo com lógica complexa, integração pesada com sistema interno. Fora disso, é pagar por flexibilidade que ninguém vai usar e criar dependência de quem escreveu o código.
O critério em uma frase: vitrine estável pede construtor, ativo de conteúdo pede WordPress, operação com lógica própria pede código sob medida.
Nos três, cobre desempenho. O Google publica as métricas de Core Web Vitals usadas para avaliar experiência de página, e um estudo encomendado pelo Google e conduzido pela Deloitte com a consultoria 55, sobre 37 sites e mais de 30 milhões de sessões, mediu que 0,1 segundo a menos no carregamento aumentou a conversão em 8,4% no varejo e em 21,6% o avanço até o envio de formulário em geração de leads (Milliseconds Make Millions). Peça no contrato uma meta de desempenho medida em produção, não no notebook do designer.
Quem é dono do domínio, da hospedagem e do código
A armadilha mais cara da criação de sites não é preço alto. É descobrir, dois anos depois, que você não é dono de nada.
Acontece assim. O fornecedor registra o domínio no CNPJ dele “para facilitar”, contrata a hospedagem na conta dele, desenvolve e entrega. Enquanto a relação vai bem, ninguém percebe. Quando você decide trocar, descobre que não tem o painel do domínio nem os arquivos, e a saída passa a ter refém.
No Brasil, domínio .br é registrado em nome de um titular específico, com CNPJ ou CPF, conforme as regras do Registro.br. Exija que o titular seja a sua empresa, com o e-mail administrativo num endereço que você controla. Isso não é desconfiança, é higiene de ativo.
Se um dia você trocar de endereço, a migração tem procedimento documentado. O Google Search Central publica um guia de migração de site com mudança de URL com o mapeamento de redirecionamentos 301 página a página. Site refeito sem esse mapeamento perde de uma vez o histórico que levou anos para construir, e o sintoma aparece de 30 a 90 dias depois, quando ninguém mais associa a queda ao lançamento.
Um site sem tráfego e sem conteúdo não gera contato
Design bom não gera demanda, converte demanda que já chegou. Um site recém lançado, sem histórico e sem conteúdo, recebe visita de quem já conhece a empresa e de quem buscou pelo nome dela. É pouca gente.
Vale fazer a conta fechada, com números declarados como exemplo. Você quer 20 contatos qualificados por mês pelo site. A taxa realista de visitante para contato em institucional de serviço fica entre 1,5% e 2,5%. A 2%, são 1.000 sessões por mês.
Um site novo em Joinville, com SEO técnico correto e páginas de serviço bem escritas, leva de 6 a 9 meses para chegar a 300 ou 400 sessões orgânicas mensais em nicho local. Faltam 600. Comprando essas visitas em busca paga, com CPC médio de R$ 5 (ordem de grandeza, varia por segmento), são R$ 3.000 por mês de mídia.
Fechando: as 400 sessões orgânicas geram 8 contatos, as 600 pagas geram 12, total de 20. O custo por lead da parte paga fica em R$ 3.000 divididos por 12, ou seja, R$ 250. Esse é o número que importa, e não o valor do site. Um site de R$ 12.000 amortizado em 24 meses custa R$ 500 por mês. A mídia que faz ele funcionar custa seis vezes isso.
A conclusão prática é desconfortável: se o orçamento dá para o site e não sobra nada para tráfego e conteúdo nos doze meses seguintes, faça um site menor. Projeto enxuto com verba de mídia preservada gera mais contato do que projeto premium sem combustível. É o mesmo raciocínio que aplicamos em marketing digital em Joinville quando a verba é limitada.
Checklist: 12 perguntas para fazer antes de assinar
Leve esta lista para a reunião. As respostas, mais do que o preço, dizem com quem você fala.
- Qual dos quatro tipos de projeto esta proposta entrega, e por que esse.
- Quem escreve o texto de cada página, e quantas revisões estão inclusas.
- As imagens são de banco ou há produção fotográfica prevista.
- Quantas páginas, e o que muda no preço se eu adicionar uma.
- Qual plataforma e por quê, considerando meu plano de conteúdo de dois anos.
- Para onde vai o lead do formulário, e quem é notificado.
- Quais integrações estão inclusas, e quanto custa cada uma a mais.
- Consigo editar conteúdo sozinho depois, e existe treinamento gravado.
- O domínio fica no CNPJ da minha empresa, com login comigo.
- A hospedagem é contratada em conta minha ou revendida por vocês.
- Ao encerrar o contrato, recebo arquivos, banco e acessos sem custo.
- Qual a meta de desempenho medida, e o que acontece se não atingir.
Respondidas as doze por escrito, o preço passa a ser comparável. Antes disso, comparar valores é comparar coisas diferentes.
Como a Boutiq resolve isso
A gente trata site como parte da operação, não como peça isolada. Antes de desenhar tela, define quais páginas precisam existir, o que cada uma responde e como o contato chega no comercial. A entrega vem com domínio no CNPJ do cliente, acessos no nome dele e arquivos disponíveis, porque ativo pertence a quem pagou por ele.
Na prática, isso costuma significar um projeto mais contido do que o cliente imaginava e uma reserva maior para tráfego e conteúdo no primeiro ano. O que entra em cada escopo está em desenvolvimento de sites e landing pages.
Perguntas frequentes sobre criação de sites em Joinville
Quanto custa criar um site em Joinville?
Depende do tipo de projeto e de quanto conteúdo original entra no escopo. Como ordem de grandeza, landing page e institucional simples ficam na casa de poucos milhares de reais, e projetos com redação, fotografia e integrações passam das dezenas de milhares. Compare escopo linha a linha antes de comparar valor.
Quanto tempo demora para o site ficar pronto?
Landing page leva de 1 a 3 semanas, institucional de 4 a 8, catálogo de 6 a 12 e e-commerce de 10 a 20. O prazo depende tanto do fornecedor quanto da velocidade de aprovação do seu lado, e é isso que estoura o cronograma.
Preciso pagar mensalidade depois que o site fica pronto?
Sim, em algum formato. Hospedagem e domínio são recorrentes obrigatórios. Manutenção pode ser contratada ou assumida internamente, mas ignorá-la é o caminho curto para um site fora do ar.
O site é meu depois de entregue?
Só se o contrato disser isso. Verifique se o domínio está no CNPJ da sua empresa, se a hospedagem está em conta sua e se você recebe arquivos e banco ao encerrar a relação. Deixe as três respostas por escrito antes de assinar.
Refazer o site derruba minha posição no Google?
Pode derrubar, se a troca de endereços não for mapeada. Cada URL antiga precisa de redirecionamento 301 para a nova equivalente, seguindo o procedimento de migração do Google. Sem isso, a perda aparece nos meses seguintes ao lançamento.
Se você está com orçamentos na mesa e quer uma leitura de fora, chame o time da Boutiq. A gente lê o escopo com você e diz o que faltou perguntar.


